Paralela a Covid-19, Caetité também vive um surto de casos de Dengue

Cidade vem registrando dezenas de casos de dengue. 

Enquanto o trabalho esta sendo voltado para se conter o avanço do coronavírus, Caetité e região vive um estado de alerta para uma doença tropical já conhecida no país: a dengue.

Uma agente de saúde que trabalha no sistema público em Caetité, informou ao Radar 030 que os casos de dengue crescem a cada dia na cidade. Na principal unidade de saúde, a UPA 24 horas, por dia diversas pessoas procuram atendimento com sintomas da doença. O Radar tentou obter os registros de casos em Caetité em 2021, mas até o fechamento desta reportagem não havíamos obtido os números. 

"Para mim existe um surto acontecendo e a cada dia mais pessoas estão com dengue" Disse a agente.

Em contra partida o poder público deve intensificar as ações, mas a colaboração da população é de grande importância. Não deixar água parada é a principal medida contra a proliferação do mosquito da dengue. 

A transmissão acontece pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que pode ingerir o vírus ao picar uma pessoa infectada. Depois do período de incubação, esse vírus pode ser transmitido para outras pessoas que forem picadas pelo mesmo inseto.

O vírus da dengue não é transmissível de uma pessoa para outra, a não ser em casos de "transmissão vertical" (da gestante para o bebê, ou por transfusão sanguínea).

SINTOMAS E EVOLUÇÃO DA DOENÇA

A dengue pode variar desde uma doença assintomática (ou seja, sem manifestação de sintomas), até quadros graves com hemorragia e choque, podendo causar morte. Os sintomas mas comuns são:

Febre, dor no corpo e nas juntas;

Manchas avermelhadas na pele;

Dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdome é tocado;

Vômitos persistentes;

Acúmulo de líquidos;

Sangramento de mucosas (principalmente nariz e gengivas);

Letargia (perda de sensibilidade e movimentos) ou irritabilidade;

Hipotensão postural (tontura e queda de pressão em determinadas posições)

Hepatomegalia (aumento do fígado) maior do que 2 cm;

Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue).

Nos casos mais graves, esses sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma é perdido. Os sinais desse estado são pulso rápido e fraco, diminuição da pressão, extremidades frias, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.

O que preocupa em todo o estado da Bahia é que existe sinais claros de um momento de crise em relação à dengue e as prefeituras nem o estado não estão  em nível central olhando pra essa crise com o mesmo empenho por conta do desvio de atenção para o coronavírus, que também é preocupante pela sua imprevisibilidade. Ações precisam ser feitas para tratar de um problema que a gente já conhece por anos.